terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Há momentos




Há momentos que dizem respeito tão somente ao nosso mundo insólito. Aqueles amanhecidos em nosso pensar, pujante e avassalador. Momentos reverenciados a Deus - um sussurro levado pela brisa do vento. Geralmente, ao entardecer. Sol se pondo nas montanhas. Céu cor de rosa cheio de algodão flutuante. É o momento do balanço das emoções. Como poeticamente escreveu Gonzaguinha ao tom musical – Viver e não ter a vergonha de ser feliz. ­
Há momentos permitidos por Deus para o nosso crescimento. Olhamos o horizonte, os raios dourados refletir timidamente “ ... Ao som do mar e à luz do céu profundo... Iluminado ao sol do novo mundo!”. Do nosso mundo interior. Há tanto a falar e por que não dizer – Há tanto há mudar!.
A vida é uma dádiva de Deus. Uma batalha permitida na concepção da existência cujo nascer por mais adverso que possa representar, talvez advindo em circunstância complexa, impulsiona uma certeza: - somos vitoriosos! Mesmo aqueles advindos de uma rejeição humana - Deus nos amou incondicionalmente a ponto de nos trazer a vida. O que fazer desta obra prima será resultado do respeito incondicional chamado livre arbítrio. Às vezes, me pergunto - Como seres humanos, semelhantes, segregam a oportunidade de ser feliz? Sim! Porque a felicidade não se encontra em poder de mortais iguais e passiveis das mesmas paixões. Deus é o segredo revelado a todos que desejam Conhecê-lo para viver esta plenitude. Pensem comigo. O homem segrega, Deus acolhe. O homem julga, Deus absorve. O homem fere, Deus cura. O homem discrimina e Deus nos vê igual. O homem é amargo. Deus é doce e suave. O homem determina, Deus nos dá possibilidades e respeita as nossas escolhas, mesmo aquelas que nos tornam distantes Dele. Ele aguarda nos amando, mesmo sendo rejeitado por nós. Resultado: - Tornamos o principio da convivência inóspita, inacessível, nos tornamos amargos deuses da verdade absoluta.
Casais que se aprisionam. A grande maioria busca em sua essência o reconhecimento e o desejo de ser feliz, mas não sabem exprimir tal sentimento. Infelizmente, tornam-se reféns duais ao achar que podem se apropriar de um bem humano. Uma linguagem incompreendida, às vezes, tácita e perversa. Com isso, o tempo passa, o sorriso fenece porque a alma chora e se amarga.
A convivência entre pessoas são temperadas pela insensatez, insegurança, não sabem mais despertar e conquistar a plenitude de uma amizade saudável. Aquela movida pela leveza de momentos indescritíveis – a famosa conversa lançada ao solo do rico diálogo sem cobrança, das gargalhadas temperadas pela pipoca compartilhadas por várias mãos ou do silêncio afável do estou aqui, sendo suficiente para nos sentirmos seguros.
Há momentos para abrirmos as portas do coração. O sentido da vida versa pela verdade criada e atribuída pela nossa própria razão. Não é fácil acordar e aquiescer uma verdade camuflada pela transferência de uma responsabilidade. O caos de um viver imputado ao outro, ruminando repetições e fracassos. Perdemos oportunidades para reconstruir nossa história e nos tornar feliz.
Há momentos que nos despertam a mudar. Desarrumar a casa, jogar entulhos armazenados há anos sem serventia alguma. Momentos de stop, de atenuar o peso balizado e mudar a polaridade. Aristóteles referia-se ao equilíbrio quando mencionava que o mesmo se encontrava no meio termo. O tempo efêmero e sagaz sinaliza a sabedoria da ampulheta. Esta não para um segundo que seja porque o retorno é areia movediça. Os passos desta trajetória chamada tempo só tem uma direção – é para frente que se anda. É para frente que se anda... tic tac...tic tac...tic tac...
Há momentos que precisamos andar. Para alguns - quanto tempo estagnado, presos a convicções chamadas ilusões. Para outros, é o tempo de acordar, alongar, respirar fundo e compassadamente para seguir um caminho sem fronteiras, sem idade, sem gênero, mas cheio de significados e cores despertadas pela midríase de um olhar contemplativo para um novo dia. A música desperta um canto nas passadas de um relógio que soa: -  tic...tac...tic...tac...
O navio aporta em terra firme para quem sabe fazermos escolhas. Momento para olharmos no espelho e contemplar um ser que merece ser feliz. Quem sabe hoje você possa enxergar o marcador de uma hora chamada meu tempo chegou. Aproveite o seu momento e escute o soar uma melodia tilintar -  tic... tac... tic tac...tic tac.

(Texto de Conceição Honorato)



sábado, 24 de setembro de 2011

O ESPELHO QUE NÃO VEMOS


Espelho - uma superfície lisa, um objeto polido que reproduz nitidamente, imagens que o defrontam. De repente, algo se revela, se reflete, reproduz.

Por outro lado, espelho pode tipificar um exemplo de vida. Fulano é um exemplo para todos nós, que maravilha! Ou, Que mau exemplo, nunca se espelhe em fulano, ele é um modelo que não se deve seguir.

Por que tantos embates entre os homens, cujas necessidades desaguam para o mesmo rio – ser feliz, ser reconhecido perante seu semelhante?

 Penso que agem desta forma como não se tivessem espelho. Não enxergam sua própria imagem mutável a cada segundo de vida. Penso que se vestem de clichês virtuais, maquiados pela incompetência narcísica.





Será insuportável se olhar e ver as marcas de um eu, que precisa de um oleiro para refazer o seu vaso rachado? Rachado pela ação da onipotência, da pequenez, da presunção, da arrogância ou será o contrário? 

Como revelar uma casa bonita por fora, prestes a ruir a qualquer momento? - Suas bases revelam a rigor um alicerce formado pela insegurança, solidão, medo, sentimento de inferioridade, incapacidade em amar o outro, como reflexo da sua própria imagem. Há muito que aprender nesta vida.



O homem contemporâneo alçou vôo nas descobertas do novo século, entretanto, aportou a âncora nas muralhas de si mesmo. Vivem no cárcere das emoções, tomados pelo pavor da violência e pelo torpor da convivência – já não confiam mais no outro como reflexo da sua própria confiabilidade. São tão inconfiáveis, levianos, intransigentes. A constatação é simples, tênue, sutil: - A culpa será atribuída sempre ao outro. 


George Elton Mayor – um cientista social australiano postulou a teoria das Relações humanas, contrapondo à abordagem Clássica da Administração, fazendo brotar a Teoria das Relações Humanas.
A experiência teve inicio em 1927, na cidade de Chicago, numa fábrica de montagem de relés, situada no bairro de Hawthorne. A finalidade desta experiência era de realizar um estudo sobre a fadiga no trabalho. Foram selecionadas seis operárias que trabalhavam na sala de provas da referida fábrica. A ênfase focava como manter o ritmo de produção, controlando com precisão algumas condições físicas, como temperatura, umidade da sala, duração do sono na noite anterior, alimentos ingeridos, era objeto de observação.
Independente das condições ambientais e da estrutura de benefícios oferecidos às trabalhadoras, elas declaravam gostar de trabalhar na sala de provas. A supervisão era branda, o ambiente amistoso e sem pressões, a conversa era permitida e não havia temor ao supervisor. As moças fortaleciam os laços de amizades, as quais se estenderam para fora do trabalho. Conclusão: - Tornaram-se equipe, desenvolvendo lideranças e objetivos comuns.
Os pesquisadores começavam a desvendar um caminho que aportava a âncora na terra fértil do coração humano. Eles observaram que os fatores psicológicos alteravam de maneira singular o comportamento dos funcionários. Era um misto de constatação, onde o comum passava a obter o corpo formado pela valorização da natureza humana.


  As pessoas podiam falar o que sentiam a respeito da organização como um todo, da mesma forma como poderia conhecer os problemas de seus companheiros de trabalho. Resultado - o crescimento era dual. A organização se integrava a um organismo. A sua interação, impulsionava ao equilíbrio - um feed back reforçado pelo zelar do bem-estar entre as pessoas. Caso surgisse um sabotador, tipificado como "delator", visando comprometer a estabilidade conquistada, o grupo não aceitaria. O antivírus era produzido pela desagregação deste valor, reforçando a solidariedade entre eles. Não seria mais aceito qualquer ação que visasse prejudicar o companheiro de trabalho.






Precisamos do outro, como a vida imprime este complemento. Não nascemos sós. Mesmo no trabalho de parto no meio da selva, sem recurso algum, sempre haverá o dual – a mãe e o filho. O filho e a sua própria existência interagida na seiva da vida. A biosfera, o biossistema mitigando o princípio da existência.

Como já dizia Fernando Veríssimo: “- Pensando bem em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa, não existe uma pessoa certa ... porque a vida não é certa. Nada aqui é certo! ... O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo...E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
  


Caminho pelas ruas. No compasso de meus passos, dirijo-me ao cumprimento da agenda diária. Entro no carro. Passo batom. Penteio os cabelos, coloco o cinto de segurança. Oro ao meu querido Deus para me acompanhar e enxergar o que não quero ver, para me tornar uma pessoa melhor.
Acho que o espelho está se refletindo agora ...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

AS BAGAGENS DO MEU TEMPO



Os poetas viajam nas bagagens do pensar. Levitam como folhas ao tempo e aportam nas terras do coração. Como bem expressava Cora Coralina “- Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe; braço que envolve; palavra que conforta; silêncio que respeita; alegria que contagia; lágrima que corre; olhar que acaricia; desejo que sacia; amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Lembro-me de você. Você... Eleger seu nome? Não. Prefiro não ser leviana. Tantas bagagens trago no apreço das lembranças. Madrugada silenciosa, vento frio, sereno, tomado pela fumaça do café fresquinho, recém passado. Divido com meu companheiro enternecido – meu caderno de boas lembranças. Descortinar este protagonista que me tornara tão viva, madura, faz-me levitar. Registrar o alvitre de um vagão que me atrai ao porto, lugar de partida e chegada de uma estada chamada coração.
As lembranças cintilam o olhar para o horizonte. Lembro-me da maneira como fui criada. O maior legado que me inspira todas as manhãs – meus pais. Eles me enriquecem com suas experiências. Suas vozes são músicas regidas pela sabedoria. Ao conversar ensinavam como se tornar vencedor. O norte para vencermos todos os embates, diziam eles, virá se amarmos a Deus sobre todas as coisas. Se acalentarmos este amor incondicional, grandes triunfos serão colhidos ao longo da vida. Na receita, não poderia faltar - a determinação, a perseverança, o altruísmos, imbatíveis nesta estrada íngreme e interessante. Eles me ensinam tanto a cada dia, e sempre acrescentam com seus ensinos, o segredo: – O nosso olhar deverá refletir a expressão do poeta - Sou pequenininho, mas sempre olho para os montes.
 O diálogo dos meus doces exemplos, aprazíveis como sempre, era trazido pelas suas experiências. Nunca ensinavam o que não viviam. O referencial de família, de casamento sólido, cheio de amor, corria nas minhas veias. Nunca poderia apartar da coerência de seus ensinos. Sou tão feliz por isto. Tão grata. Todos os dias os beijo, converso, peço conselho, compartilho e não deixo um só dia que seja - expressar o meu amor por eles. Não só com palavras. Mas com gestos que os façam compreender o meu reconhecimento incondicional.

                               
A nossa infância, adolescência fora adoçada pelo acolhimento.
A casa era cheia. Os amigos sempre foram bem recebidos. Como excelentes anfitriãs, os deixavam inteiramente à vontade. Eram momentos alegres e muito leves por sinal. Até hoje as pessoas lembram e perguntam pelos meus pais. Resultado: - Aprendi a receber amigos de meus filhos como filhos também. Apreciamos filmes com deliciosas pipocas. Dividimos momentos pelo sentimento agradável que alguma coisa faz nascer em nós. Nossa casa é lar. Aconchego é o seu nome.



No recôndito lugar de boas lembranças, os raios de sol se projetam para o alvorecer do dia. Eu e os meus três irmãos éramos despertados pela vitrola de meu pai – um aparelho de som usado para tocar discos de vinil, tinha amplificador e alto-falante, compondo uma só peça.  As vitrolas podiam ser grandes ou portáteis. Elas podiam caber dentro de uma maleta, já outras eram como móveis em casa tinham gavetinhas e tudo mais, parecendo inclusive um armário. A nossa era portátil. Aliás, não era nossa, fora emprestado por um amigo de meu pai, chamado Francisco. Meu pai nos acordava pela musicalidade. Louvores a Deus que adentravam em nossa mente com leveza e nos inspirava para o dia a dia.
Na hora do café da manhã, nossa mãe fazia aquele cuscuz cheiroso, ovos fritos deliciosos, aromatizado pelo café recém passado. Era momento de acolhimento e respeito. Provávamos o Pão – A Palavra de Deus era lida naquele momento. Aquela Palavra preparava a nossa mente para a vida. Depois meu pai orava a Deus. A Oração mais doce, a mais sublime que ouvíamos, a qual reconhecia a nobreza do nosso Pai do Céu que estava conosco naquele momento. Agradecíamos pela vida, pela noite de paz, pelo novo dia e pelo pão a mesa que nunca faltava.
As lembranças que trago no meu peito, são indescritíveis, Translúcida memória, ligação da última nota de um compasso vital Prezo nesta jornada o que há de melhor. Afago nas bagagens do meu pensar, você que compõem a minha história com notas de um canto agradável.

No trilho da vida viajo todos os dias. Oh estação que me abriga. Lugar de partida e de chegada, época em que se faz uma colheita, lugar de repouso, morada, estada, paragem. São vagões puxados pela locomotiva da vida. Neles levamos um pouco de nós registrados pelas pessoas apanhadas em cada estação.
Caminhamos ao vento, a sombra de uma árvore, às vezes, sob o sol ardente, tomados no cair da noite pela brisa fria do luar. Quicar nas ruelas desta vida, sorrir para o passado, agradecida pelo frescor das lembranças que me fizeram tão feliz.


E como diria o saudoso Mário Quintana:

“- A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa... Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

   














segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O QUE É AMAR ALGUEM?

Texto de
Niécio Rocha Jr.






A Bíblia nos fala que Deus é amor e que Ele nos ama. Mas neste momento estou falando do amor entre homem e mulher. O idioma português se utiliza de apenas uma palavra "amor", não diferenciando o amor de Deus do amor entre homem e mulher ou do amor fraterno. Os gregos, embora não conseguissem alcançar a essência do amor (quem conseguiu? Na minha humilde opinião só um, Jesus Cristo), conseguiram diferenciar em palavras diferentes os tipos de amor. Para eles existia 1) o amor ágape, o amor supremo, incondicional, que está acima das demais emoções e que reflete o amor de Deus, aquele que trancende qualquer outro sentimento; 2) o amor philos, donde vem a palavra filosofia, filantropo e por aí vai, que reflete o amor pelo próximo, mas sem desejo, um amor fraterno que se assemelha mais ao amor de irmão. Jesus, em sua síntese dos principais mandamentos, utilizou os dois termos para falar que todos os mandamentos se resumem a dois: amar a Deus sobre todas as coisas (ágape) e ao nosso próximo como a nós mesmos (philos).
Mas estou aqui falando de um outro tipo de amor o eros, donde vem o termo em português "erótico", que muitas vezes é confundido com pornográfico, mas não é. É o amor entre homem e mulher, aquele que faz nosso corpo ferver, que acende uma chama chamada paixão (o termo paixão, no original, também tem a ver com "chama").
Esse amor que nos faz perder o fôlego, a fala, nos deixa desconcertados, deixa o mais "desenrolado" tímido. Faz homens barbados se sentirem como crianças e o mais inteligente se sentir idiota. Nos deixam abestalhados. E como é gostoso isso.
É algo que todos sentem (é, como diz o ditado, até os brutos... e os birutos). Mas para explicar... Aí é complicado. Alguns podem dizer que é algo que não se explica, apenas se sente. O poeta diria que amar é verbo intransitivo. Não precisa de complemento. Apenas se sente e basta. Quem leu as últimas duas frases e teve a oportunidade de ler mais de um texto meu, vai perceber que repito muito isso, já está ficando cansativo. Perdão, mas foi necessário.
O fato é que o amor ou o amar é algo difícil de explicar. Ainda mais difícil é saber quando se ama. Nós nos relacionamos com várias pessoas. Algumas pessoas nem precisam se relacionar tanto e já se encontram na primeira ou segunda pessoa aquela que parece foi feita para si.
Particularmente lembro-me de meus amores de adolescentes e como eu pensava que eles eram para a vida inteira. Quando tinha uma decepção amorosa, achava que não ia me recuperar nunca.
Como saber que se ama alguém? Como ter a certeza de que o sentimento é amor e não apenas uma chama, uma paixão, algo passageiro? Como estar com alguém e sentir que é para sempre?

Procurei muito e vendo um filme bem piegas encontrei uma música do Bryan Adams, muito boa, que me deu vários exemplos de como "identificar", se é que é possível. Antes da música, o filme que vi foi Dom Juan de Marco, com Jonny Depp (não me crucifique... um sábado sem fazer nada em casa leva a coisas como essa. Logo após o filme, como todo macho reprodutor alpha que se preze, vi um jogo de futebol regado a emoções masculinas e palavrões). Brincadeira. Ainda me considero um cara romântico. Quiçá o penúltimo dos litorais desse oceano atlântico, já que o último é o Lulu Santos...
Seguem alguns trechos da música Bryan Adams me deu uma bela lição (traduzidos para o português):
Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la, Você precisa conhecê-la profundamente


por dentro, Ouvir cada pensamento, ver cada
sonho E dar-lhe asas quando ela quiser
voar.  Então, quando você se achar
repousando  Desamparado nos braços delaVocê saberá que realmente ama uma mulher...
Para realmente amar uma mulher, deixe-a segurar você.  Até que você saiba como ela precisa ser tocada,     Você precisa respirá-la, realmente,   saboreá-la,    Até que você possa  senti-la  em  seu  sangue.  E quando você puder ver, seus filhos que ainda não nasceram dentro dos olhos dela ,   Você saberá que realmente ama uma mulher...
No final da música, ele pergunta: Então me diga, você realmente, realmente já amou uma mulher?

sábado, 11 de junho de 2011

Nossa união



Pesquisas recém publicadas divulgam que a maior perda de uma família estruturada, é a perda de um dos cônjuges.
A Bíblia menciona sobre a importância do relacionamento conjugal, quando no livro de gênese, ao criar o homem, percebe que não seria bom que ele vivesse só. Deus fez Adão cair no sono profundo, e retirou dele uma costela, para formar a mulher. Tal simbiose vislumbraria um ensino secular - A família, constituída por Deus, é gerada como uma unidade advinda de um só corpo.
Deus formou a mulher de uma costela retirada do companheiro. Por que em meio a vários sistemas do corpo humano, Deus retira de um osso alongado, que se estende da coluna vertebral, até o osso chato, localizado na parte anterior do tórax, identificado como esterno? Por que a mulher não foi retirada da cabeça ou do calcanhar do companheiro?
A costela funciona como uma fábrica de renovação sangüínea. Dentro dos seus ossos chatos, o tecido chamado de hematopoiético fabrica sangue, responsável pela preservação da vida. O nosso corpo tem sangue, que precisa ser renovado. As células vermelhas – hemácias se renovam a cada quatro meses, ou seja, cento e vinte dias.
O nome Eva deriva do hebraico como “hav váh”, que significa “vivente”, “vida”, ou seja, Eva significa mãe da vida. É por isso, que a mulher é uma benção, quando movida pela sabedoria de Deus, edifica o lar. Foi criada de uma costela, porque em seu interior, o que está sendo gerado, é vida. É o clamor pelo sangue de Jesus, o poder do Espírito Santo, renovado ao buscar a Deus, proteção, felicidade para o seu lar. O companheiro ao reconhecer o valor de sua companheira, torna-se invencível nas batalhas advindas pela vida, porque no interior da mulher, existe a suplica pelo poder do Sangue de Jesus.
Vejamos as qualificações da mulher;; - De um pedaço de tecido, botões e linhas, ela cria uma camisa. Se o homem doa uma célula – o gameta, ela devolve o filho. O homem, é fruto de um vestibular mais difícil, são 400 milhões de espermatozóides, para ser aproveitada apenas uma célula.
A mulher tem uma percepção lateral, porque é guardiã da cria. O homem tem uma visão focalizada, é um ser preparado para caça, para prover a família. Homem e mulher são diferentes. O homem na sua natureza é prático e a mulher romântica. A mulher não consegue dormir com o barulho da criança, porque e guardiã. Deus trouxe a mulher da costela do homem, para ser companheira, ajudadora. A mulher nasce com o instinto da vida, por causa da sensibilidade, da oração, da insistência. Por isso, Deus a capacitou para ser cuidadosa, conselheira, apaziguadora. Os ânimos acirrados podem ser arrefecidos pela sabedoria da companheira. Ha um ditado popular que diz - quando um não quer os dois não brigam.
Casamentos quando ocorre desajuste conjugal, a responsabilidade pelo problema é de ambos os cônjuges, mesmo que a situação aponte para um único responsável. Assim, uma pessoa ao se casar ou manter-se casada, o faz pelas virtudes do parceiro ou da própria união. Porem, junto às virtudes, aparecem às diferenças e ate mesmo os problemas. Questões sociais, culturais, educacionais, podem interferir na manutenção do casamento.
A proporção de casais com filhos menores de idade nas separações judiciais aumentaram quinze vezes, inferindo em torno de 61,9%.
Inúmeras são as razoes objetivas e praticas de separações. Os casais alegam perda de amor, a presença de um relacionamento extraconjugal, o esfriamento sexual, as brigas constantes, a interferência dos sogros, a falta de dedicação ao casamento, e tantos outros que propiciam desajuste conjugal.
Porem, da mesma forma que vimos antes, em relação aos fatores inconscientes, ou seja, aqueles que não são percebidos pela pessoa, reforçados pela manutenção de uniões desajustadas, também, no momento da separação, o inconsciente mais uma vez, pode sabotar na escolha da ruptura do casamento. Ao eclodir as crises conjugais, o casal pode refletir após anos de vida a dois, sobre a escolha não assertiva.
Não é raro que uma pessoa encontre no parceiro, alguém que pode aliviar sua ansiedade ou angustia, diante de seus problemas pessoais. É algo normal da expectativa de uma União. Porem, quando esta aliança é quebrada, as dores não sendo mais dividida, a ansiedade tende a se agravar e a união pode acabar.
Há grande probabilidade, de uma das partes, iludirem-se a respeito da vida do divorciado, alimentando uma expectativa de vida melhor, mais prazerosa, e posteriormente, constatar que a separação, não alcançou o propósito almejado. Portanto, não é tão raro ou estranho, que separações retrocedam.
Certa vez, a multidão se reuniu em torno de Jesus, ao qual, tornou a ensiná-los, como tinha por costume, e discorreu sobre o tema relacionado ao casamento. “Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Marcos 10:1;5-9).
Deus uniu o casal no fundamento de um amor verdadeiro. Este amor, não é o resultado de um paradigma criado pelo cotidiano, frágil, efêmero, volátil. Mas o amor verdadeiro advém de um legado, disseminado pelo amor incondicional de Jesus. Este modelo indissolúvel permeia e fortalece a união de um casamento, inabalável frente adversidades da vida.
Deus os uniu para ser uma só carne. É preciso compartilhar e valorizar cada momento juntos. A Comunicação franca entre esposo e esposa, permite a cada um, entender melhor o outro, evitando muitos desentendimentos. A participação nas opiniões, sonhos e temores através da comunicação, permite uma intimidade que ajuda a unir o casal.
A vida é a melhor escola, o tempo o melhor professor. Na relação dual, aprenderemos que o verdadeiro amor é conquistado e construído diariamente. Através do respeito, da honestidade, fidelidade, paciência, resignação, altruísmo, o alicerce é sedimentado e a união consolidada. Deus tem todos os recursos, segredos e orientações, para preservação de uma família verdadeiramente feliz. Em todos os livros publicados, o único completo – a Bíblia, ensina que "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus" (Tiago 1:19-20).
Como dizia o pensador José Saramago: “- Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara” Ainda há tempo para reconstruir o que outrora parecia impossível. Pois, "Amar, em sua essência, é o projeto de se fazer amar." (Jean-Paul Sartre).







sábado, 4 de junho de 2011

FALE O QUE VOCÊ UM DIA GOSTARIA DE OUVIR







Quando acordamos e vislumbramos o novo dia, como é bom ser abordada com um bom dia torneado com o sorriso no rosto. Mesmo que o humor não esteja lá de bem com a vida, a mente é alimentada por estímulos. Segundo Albert Stein, a mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.




O físico Isaac Newton percebeu que toda ação estava associada a uma reação, de forma que, numa interação, enquanto o primeiro corpo exerce a força sobre o outro, também o segundo excerce força sobre o primeiro. Assim, em toda interação teríamos o nascimento de um par de forças: o par ação-reação. Esta comprovação científica acompanha a história da humanidade.




Kurt Lewin, psicólogo alemão, publicou diversos trabalhos no campo da psicologia, sociologia e fisiologia, se debruçou com tamanha veemencia sobre a as interações sociais, abrindo novos caminhos para o estudo de grupos humanos. Indivíduos se comportam diferentemente de acordo com o modo em que as tensões da percepção do self e do ambiente são trabalhados, comportamento humano com relação à norma são condicionadas pela tensão entre as percepções que o indivíduo tem de si mesmo e pelo ambiente psicológico em que se insere.




Discorrer sobre o meio em que estamo inseridos e fazer dele um lugar aprazível, não será tão difícil. Você poderá ser agente de mudança da sua história. Se um corpo exerce força sobre o outro, gerando assim, mudança, comece por você a mudança. Não espere que as pessoas o reconheçam. Não espere que as pessoas o valorizem. Não espere que o seu estímulo para trilhar novos caminhos, dependam de forças externas. Seja você esta força. Procure ver o outro como parte de você mesmo. Procure ser educado, reconheça o valor de quem está ao seu lado e muitas vezes, não é valorizado, não é reconhecido, não é amado como deveria ser.




Aprendi na minha história de vida, valorizar a boa terra. Cada semente plantada. Cada fruto colhido. Os meus pais me ensinaram este legado. Todos os dias sou recebida pelo doce sorriso de meus pais. Todos os dias tenho o privilégio de vê-los, beijá-los, compartilhar de momentos inefáveis e ouví-los também. Prestar minha solidariedade, minha assistência em todos os aspectos, ainda é pouco pelo o debruçar de toda uma vida abnegada a minha formação. Aprendi com eles a me tornar cidadã na semantica e signo da palavra. Aprendi a me tornar uma serva de Deus, razão da verdadeira felicidade. Aprendi a reconhecer a família como um porto seguro. Nela os navios aportam em águas translúcidas, serenas e revigorantes. É por isso, que Deus me deu uma família linda. Marido e dois filhos. Não me canso de amá-los em todos os dias de vida.




Não deixe de agradecer a Deus pela dádiva da vida. Deus o ama incondicionalmente. Certa vez, Jesus saiu da Galiléia, e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão; E seguiram-no grandes multidões, e curou-as ali. Naquele dia foi abordado por jovem bem sucedido financeiramente, o qual perguntou a Jesus: - o que farei para herdar a vida eterna? Jesus mandou cumprir os mandamentos, inclusive enfatizou - Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há como estabelecer uma boa relação se você não amar o outro como parte de si mesmo. Infelizmente este jovem não seguiu a Jesus, porque os valores terrenos subrepujavam o valor espiritual. A sua riqueza não estava dirigida para Jesus, detentor dos céus e da terra, mas, sim voltada para o valor perecível, temperal e efêmero.(mateus 19).




Falar o que você um dia você gostaria de ouvir, nos leva a uma reflexão: - “No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: - um estribilho antigo, um carinho no momento preciso, o folhear de um livro de poemas, o cheiro que tinha um dia o próprio vento...” (Mário Quintana)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

NOVOS DIAS



A semana se passara rapidamente. O pulsar da vida estava prestes a despontar novos dias. As luzes da sala estavam um pouco turvas, direcionadas para o foco luminoso, incandesciam o esperado e vislumbrado novo ser.
As mãos o aguardavam. O coração o esperava. Ali, naquele lugar, de repente, tic tac tic tac ...As horas passavam. Chovia. Chovia na terra molhada, chovia na seara. Era tempo de colheita. Naquele dia os campos estavam verdejantes. O sol apontava timidamente, porém, o seu raiar, Oh raiar bonito! Inefável. Indiscritível. Chovia... As águas translúcidas festejavam a alegria. Chovia a alegria de águas férteis. Chovia as bençãos de Deus naquele exato momento.
A expectativa arvorava o desejo da chegada. Enfim, o brado da criança ecoava aos noves meses. Deus te nomeou. Deus te elegeu no dia três dias de junho de mil novecentos e noventa às nove horas. Hora em que muitas vezes, estamos declinados aos pés de Jesus, consagrando naquele momento as nossas vidas. Neste dia nasce, enfim, Fernando Luiz Tenório Mascarenhas.
Quais foram os fatos mais marcantes no ano do seu nascimento? Vejamos: Na década de 90 começou com o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, sendo esses seguidos pela consolidação da democracia, globalização e capitalismo global. Também este ano foi marcado pela guerra do Golfo e a popularização do computador pessoal e a internet. Será que é por isso, que Fernando gosta tanto de internet? (rsrs).
No Brasil, a decáda de 90 começou com instabilidade, com o confisco da poupança do presidente Fernando Collor. Os negócios escusos de Collor levaram milhares de jovens a criarem o movimento “caras pintadas” e pediram seu impeachment.
Na tecnologia, por exemplo, os avanços trouxeram o desenvollvimento tecnológico mais rápido da história, tornando popular e aperfeiçoando tecnologias inventadas na década de 80.
Na ciência, os físicos exploraram o tempo e espaço com a teoria das cordas, detectação de planetas extra-solares, clonagem da ovelha Dolly, começo do projeto Genoma Humano, como também, a identificação de DNA como prova irrefutável na lei criminal.  Hum, atribuição de um advogado, é pertinente esta causa.
Confesso. Dentre tantos fatos marcantes dos anos 90, o que de fato merece destaque, é o que está registrado na Única Enciclopedia do Único Cartório Eterno. Lá, antes do seu nascimento, Deus que te ama incondicionalmente, te registrou no Livro da Vida. Ele o elegeu para grandes vitórias. A maior delas: - reconhecer que sem Deus não haveria sentido a nossa existência.
No dia 03 de Junho de 1990, nasceu o menino que um dia iria marcar a nossa história. Passamos a admirar o menino que se hipnotiza ao provar um delicioso chocolate toblerone e aprecia a gastronomia refinada. Passamos a admirar o servo de Deus.  Passamos a admirar um homem de caráter. Passarmos a admirar um “gentleman”
De acordo com a Wikipédia, o nome Fernando, pronome masculino, comum aos países de língua portuguesa e espanhola. Surgiu na Penísula Ibérica, como forma variante do nome latino, “Fernandinho”, que por sua vez, tem origem germânica, mas precisamente do gótico Ferdnand. Possivelmente, significa “pronto, preparado para a viagem” (Fard “viagem” e nand “pronto”), ou ainda, pode derivar de Firthunands (Firthu quer dizer “paz”, em alemão é fried e nands significa audaz”.  A tradução, portanto, seria: “ Aquele que se atreve a tudo para conservar a Paz”.
Fernando em seus traços fortes se apresenta: - Romântico e com muito amor para dar. É uma pessoa divertida, e almeja que todos gostem dele, e por isso, não economiza no seu jeito gentil e simpático. Fernando gosta de ser o centro das atenções e busca apenas o melhor da vida, que na sua visão é - dinheiro, poder, sucesso. Sensibiliza-se sempre ao ver uma criança e o cachorro “pitoco”.  Possue um lado negativo, que é aquele certo ar de mandão (rsrs).  As vezes, a sua ansiedade está em erupção. Nasceu aos nove meses, mas parece que foi de oito meses. Tudo isto, porque para acertar, fazer o melhor, planeja antecipadamente as coisas. Por exemplo, se vai viajar, as madrugadas é um ótimo momento para lavar o carro e deixar as coisas em ordens (rsrs). As bagagens são organizadas de forma impecável e checada várias vezes, e convenhamos a organização é uma virtude de sua personalidade. Porém, deve-se evitar se preocupar tanto com as coisas e consigo mesmo, porque ninguém deve ser perfeito, o tempo todo.
No seu crescimento pessoal ponha em prática esta reflexão: ´Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você decepciona-se... Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação!!!” (Madre Tereza de Caucutá)
“Dê ao mundo o melhor de você. Mas isso pode não ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo. Veja você que, no final das contas, é tudo entre VOCÊ e DEUS. Nunca foi entre você e os outros (Madre Tereza de Caucutá)
Neste dia o maior conselho: E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. (
2 Timóteo 3:15 ) Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra... Tão-somente o SENHOR se agradou de teus pais para os amar; e a vós, descendência deles, escolheu, depois deles, de todos os povos como neste dia se vê (Deuterônomio 10:15).
Quando você nasceu, novos dias foram abertos. Dias chamados emoção, dias que vibraram em nossos corações. Novos dias é o que sentimos quando paramos e pensamos em Fernando. Fernandinho. Fê... Pensamos na família que nos tornamos quando Você chegou e nos conquistou.
                        
Deus te abençoe querido filho!
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